06 maio 2016

Terreiro de Umbanda não é lugar de vaidade.


Quem dança, não dança por orgulho... assim quem é médium não o deve ser por orgulho... Quem se expressa... não se expressa por vaidade... a expressividade devia apenas servir para a comunicação, ou melhor, para fins positivos. Mas isto tem sido confundido... nas artes e na espiritualidade... 

A produção artística e a produção mediúnica... com a vaidade... o artista vaidoso nunca será bom... e assim um médium vaidoso nunca será bom no seu trabalho... Assim como a arte é uma linguagem além do bem e do mal... a mediunidade é algo sagrado, é uma passagem ao imaterial, metafísico. Ambas são passagens ao mundo quântico, mental, sonhador... Divino... O artista e o médium, são ao mesmo tempo criadores e co-criadores da realidade prática... e a realidade cria com eles. Assim, o médium não esta preso ao seu guia... pois isto caracterizaria uma obsessão... saiamos da vaidade de dizer que todos somos médiuns completamente inconscientes sem o sermos!... 

Esta vaidade é uma necessidade do ego em querer ser perfeito... de forma errônea... Assim, voltemos ao exemplo inicial: Quem dança não pode ser orgulhoso! Neste mundo atual de vaidade pensa-se que quem dança o faz para exibir-se e não é isto! Dançar é viver! Ser médium é manter o equilíbrio da vida! A vida é uma dança! A mediunidade é uma dança, sim, há uma catarse nisto, há um traço iogue... há uma felicidade... 

Já parou para pensar que tudo na natureza segue uma dança... seja cósmica ou celular! Atômica... É uma forma de comunicação de interação... de comunhão, de relacionar-se com o todo, de responder e ressoar ao todo. Vejo que isto tem sido esquecido... e fico triste ver estas pessoas sem sensibilidade falando de arte, e de mediunidade... como quem é erudito... aliás, ser erudito não quer dizer ser artista não é mesmo?... nem médium... Por que a ponte entre a arte e a mediunidade...? Porque, para mim, ambas devem ser realizadas com amor... e uma não vive sem a outra. Seja o que você é... se assuma, assuma seu brilho... sua luz e sua treva... seu contorno... sua forma... sua dança. Saravá.  

Por: Bill de Oliveira


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