06 maio 2016

A Mediunidade nos centros de Umbanda


 Sempre nos deparamos com consulentes que se apresentam nos Centros de Umbanda e que após a consulta com os Guias Espirituais se deparam com uma resposta: “você é médium e precisa trabalhar!” Nesta hora, vamos entender o que se passa na cabeça da pessoa, que muitas, se não todas as vezes que vai ao centro, está perturbada, com inúmeros problemas e muitas vezes como sendo a última alternativa para ver seus problemas resolvidos. Sabemos que raramente aquela pessoa foi motivada pela necessidade religiosa. Ela não está procurando uma religião porque já tem a dela e quer somente ver seus problemas resolvidos. 

Retóricas a parte, o que enfoco é como deve ser a nossa abordagem junto a esta pessoa, tendo em vista tudo o que descrevi acima! Nossa abordagem deve ser, em primeiro lugar e acima de tudo, no sentido de explicar para a pessoa e para quem esta a acompanhando o que é mediunidade, quais são os tipos de mediunidade, se possível, explicar exatamente a mediunidade que a pessoa possui e quais são os aspectos negativos e positivos sobre esta condição, esclarecer sobre o “dom” mediúnico, que é atributo nosso e que tem em contra partida nossa aceitação e compromisso antes de encarnar. Feito isso, tudo com muito tato, carinho, respeito, conhecimento e embasamento, vem à segunda fase que é despertar na pessoa os aspectos religiosos da Umbanda e como nós tratamos a mediunidade para só então convidá-la para freqüentar as aulas doutrinárias e as giras de desenvolvimento ainda como consulente. Só aos poucos essa pessoa assimilará os ensinamentos, entenderá os aspectos doutrinários e conceituais, entenderá que umbanda é religião, que está bem embasada e possui sim os seus fundamentos. Isto, além do atendimento imediato que a pessoa teve no dia da consulta com os Guias, com a freqüência e vivência dentro do Centro os seus problemas começam a ter respostas. É neste momento que a Umbanda começa a acolher os seus filhos e estes a entendem como Religião. 

E aqueles seus problemas, se ainda não foram totalmente resolvidos, no entanto tem explicações lógicas. Assim crescerão dentro da religião não só os seus adeptos, mas também os freqüentadores esporádicos das sessões de atendimento, mas já como participantes efetivos e atuantes, assim perpetuando a Umbanda como uma religião muito bem Fundamentada.

Por: Marcelo Cordeiro



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