20 novembro 2014

A Mitologia dos Orixás: Yemanjá.


Yemanjá, cujo nome deriva de “Yèyé Omo ejá” (Mãe de todos os peixes), é a Grande Mãe do povo Egbá. Na África, os Egbá formam uma nação de idioma iorubá que vivia outrora numa região entre Ifé e Ibadan.

A deusa-mãe das águas salgadas. Sua energia se potencializa nos mares e oceanos. É o princípio feminino que se apresenta como beleza, impetuosidade, poder, mutabilidade, exuberância, acolhimento, fascínio, imprevisibilidade, criatividade e força transformadora e renovadora da vida. Protege os homens do mar, a pesca, a família e o amor entre os casais

Indo para perto de seu pai.

Yemanjá, conta uma das lendas, era casada pela primeira vez com Orumilá, senhor das adivinhações, depois com Olofin, rei de Ifé, cansada de sua permanência em Ifé, fugiu em direção ao oeste. Outrora, Olokun lhe havia dado, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparo, pois não se sabia o que poderia acontecer amanhã, com a recomendação de quebrá-lo no chão em caso de extremo perigo. E assim Yemanjá foi instalar-se no entardecer da terra oeste. Olofin, Rei de Ifé, lançou seu exército à procura de sua mulher. Cercada, Yemanjá ao invés de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebida e um rio na foi criado na mesma hora, levando-a para Okun (o oceano), lugar de residência de Olokun, seu pai.

Cuida de todas as cabeças.

Para Yemanjá, Olodumare destinou os cuidados da casa de Oxalá, assim como a criação dos filhos e de todos os afazeres domésticos. Yemanjá trabalhava e reclamava de sua condição de menos favorecida, afinal, todos os outros deuses recebiam oferendas e homenagens e ela vivia como escrava.

Durante muito tempo Yemanjá reclamou dessa condição e tanto falou nos ouvidos de Oxalá, que este enlouqueceu. O ori (cabeça) de Oxalá não suportou as reclamações de Yemanjá.

Oxalá ficou enfermo, Yemanjá deu-se conta do mal que fizera ao marido e, em poucos dias, utilizando-se de banha vegetal, de omi-tutu (água fresca), de obi (fruta conhecida como nóz-de-cola), eyelé-funfun (pombos brancos) e esò (frutas) deliciosas e doces, curou Oxalá.

Oxalá agradecido foi a Olodumare pedir para que deixasse a Yemanjá o poder de cuidar de todas as cabeças. Desde então ela recebe oferendas e é homenageada quando se faz o bori (ritual propiciatório à cabeça) e demais ritos à cabeça.

Yemanjá se apaixona.

Orumilá que tinha os segredos da noite precisava ser detido com seus feitiços desenfreados. Era um dos homens mais bonitos e encantadores, tinha todas as mulheres, mas não queria nenhuma e não amava nenhuma. Oxalá queria tirar a maldade e os segredos de Orumilá, mas só havia um jeito de conseguir tal feito pedindo a mulher mais bonita que o encantasse e tirasse todos os segredos dele.

Então o povo Orixá duvidou e Oxalá chamou Yemanjá, fez com ela um trato no qual ela teria que seduzir Orumilá, tirar dele seus segredos e depois voltar para reinar ao lado dele novamente. Contudo, com o tempo Yemanjá e Orumilá se apaixonaram, já não conseguiam viver longe um do outro. Ela conseguiu tirar todos os segredos e feitiços de seu amado, mas não voltou para Oxalá,  tendo com Orumilá muitos filhos Orixás.


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